
2/21/2007
2/10/2007
11/17/2006
11/08/2006
CORTINA LÍRICA
11/06/2006
11/05/2006
COM CARLO MARIA GIULINI
CONSTANTINA E "OBERON"
Em 12 de fevereiro deste ano comemoramos o cinqüentenário da apresentação da soprano paulista, Constantina Araújo (1922-1966) naquele que foi um dos principais papéis de sua curta carreira, o de Rezia, na ópera em 3 atos, “Oberon” (1826), de Karl Maria von Weber (1786-1826).Foi a primeira encenação dessa ópera em Paris. A récita inicial era beneficente e o espetáculo contou com a presença do recém-empossado presidente da República Francesa, René Coty e esposa.
A direção de cena foi entregue a Maurice Lehmann, que se tornou conhecido por sua atuação como diretor de teatro, cinema e ópera. Os principais intérpretes foram: Constantina Araújo Nicolai Gedda, tenor sueco em início de carreira, Roger Bourdin e Denise Duval. A direção musical esteve a cargo do famoso regente André Cluytens.
Estavam previstas 4 récitas, no entanto, o sucesso foi tamanho que acabaram sendo realizadas 30 !
Constantina, que chegava em Paris carregada de êxitos em diversas capitais européias, foi recebida pela alta sociedade parisiense, em recepção à qual que estiveram presentes o presidente da delegação brasileira na UNESCO, várias personalidades brasileiras, críticos e músicos franceses, dentre os quais o compositor Florent Schmidt.
A crítica musical foi plena de elogios à soprano paulista.
O crítico e musicólogo René Dusmenil, assim se referiu em “Le Monde”, de 17/2/1954:
“A parte de “Rezia” goza da justificada reputação de ser uma das mais ingratas. Ela oferece três momentos essenciais e de caráter tão diferente, que é necessário uma cantora que disponha dos mais variados recursos para nela se mostrar perfeita: a visão, no primeiro ato , que é um murmúrio de suavidade e de ternura, a ária do segundo ato, com a maldição do oceano, toda de violência e desespero, e finalmente a cavatina do terceiro ato, repleta de lamentações ardentes. A sra. Constantina Araújo possui uma voz esplêndida e sabe usar dela para salientar todo o patético, toda a sedução da personagem.”-
O semanário “Arts” opinou:
“Deixamos para o fim a admirável soprano dramática Constantina Araújo. Pode-se dizer que é a cantora de teatro mais completa que se ouviu em Paris depois de Kirsten Flagstad. Riqueza de uma voz imensa, que ela conduz com técnica muito segura, quer quanto à agilidade, quer quanto ao volume, sensibilidade dramática, prestígio de uma presença cênica inegável, tudo concorre para torná-la a verdadeira revelação do espetáculo.” (transcrito de O Estado de S. Paulo, 4/4/54)
Marc Pincherie, salientou:
“As vozes são belas . A da Srta Constantina Araújo é de brilhantismo magnífico, volumosa e brava. Apenas deixou a desejar nos meio-tons, onde precisamente se salienta seu parceiro Nicolai Gedda.” (transcrito de O Estado de S. Paulo, ‘rt
10/29/2006
9/15/2006
OTELO - PORTO ALEGRE (1947)
TEATRO SÃO PEDRO - PORTO ALEGRE
TEMPORADA LÍRICA OFICIAL DO ESTADO
SEXTA FEIRA, 18 DE JULHO DE 1947
TEMPORADA LÍRICA OFICIAL DO ESTADO
SEXTA FEIRA, 18 DE JULHO DE 1947
OTHELO, de Giuseppe Verdi
Othelo Giulio Lucchiari
Yago Paolo Ansaldi
Desdemona Constantina Araújo
Maestro Diretor Carlos Estrada
O crítico Paulo Antônio assim se referiu na Folha da Tarde:
“Como Desdemona, a soprano Constantina Araújo. Foi uma estréia auspiciosa. Tem boa presença cênica e uma voz de excelente qualidade: grato timbre, lindos pianíssimos (como na Ave Maria), centro bem trabalhado e graves sonoros. É uma artista lírica de futuro e o sucesso que obteve recentemente em São Paulo, na temporada de verão, se justifica plenamente.”
Uma revelação tocante foi a arte brasileira de Constantina Araújo, que nos veio de São Paulo, como Paulo Ansaldi. No perene triângulo dramático figurou essa soprano Desdemona de maneira expressiva. Personalidade moça, e de visão agradável, a nobre soprano dramatizou com capricho e cantou de modo a valorizar com gosto toda a linhagem vocal da soprano. É uma cantora que se impõe pela maneira com que se há no plano teatral e musical. No último ato, a intérprete recebeu a consagração pública como o barítono e o tenor no decurso da ópera.”
Jornal do Dia 22/7/1947
“A outra figura que merece um destaque muito especial é a soprano brasileira , senhorinha Constantina Araújo, vinda de São Paulo para cantar a “Desdemona” Ótima figura, artista apreciabilíssima e vocalmente uma surpresa agradável como poucas, a senhorinha Araújo encantou o público de sexta-feira. Voz de timbre dramático acentuado, e de excelente escola, acreditamos que raras vezes terá a nossa platéia ensejo de encontrar melhor Desdemona. A “Ave Maria” e a Preghiera” do último ato, cantadas a meia voz, estiveram soberbas.
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